21 de outubro de 2010

Como surgem as Superbactérias...

Superbactérias: uso indiscriminado de antibióticos favorece resistência

O infectologista Orlando Jorge Gomes da Conceição, do Hospital São Luiz (SP), explica tudo o que você precisa saber sobre essas bactérias – e como combatê-las

Thais Lazzeri

Quando seu filho está doente, você liga para pediatra, dá o mesmo remédio que ele usou da última vez que teve aquele sintoma ou corre direto para a farmácia? A maneira como você trata as doenças na sua casa, seja do seu filho ou de outra pessoa da família, pode contribuir ou não com o aparecimento das tão faladas superbactérias. Isso porque elas surgem, principalmente, por causa do uso indiscriminado de remédios, nesse caso, de antibióticos. Aos poucos, as bactérias vão ganhando força contra ele que, dentro de alguns anos, perde a função.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. E o problema ganha destaque quando aparecem os surtos, justamente o que está acontecendo no Brasil. A chamada Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) causou mortes no Distrito Federal e atingiu São Paulo também.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve anunciar, até o final do ano, uma política para a venda de antibióticos. Hoje é preciso apenas apresentar a receita na farmácia. Com as novas normas, serão necessárias duas delas: uma fica retida no estabelecimento e a outra é devolvida ao paciente, com um carimbo que comprova o atendimento.

A transmissão da KPC ocorre dentro de hospitais e os mais prejudicados são as pessoas que têm o sistema de defesa do organismo debilitada, como os bebês prematuros em UTIs Neonatal. Para esclarecer todas as dúvidas, CRESCER conversou com o infectologista Orlando Jorge Gomes da Conceição, coordenador da comissão de controle de infecção hospitalar do Hospital São Luiz (SP). Confira:


CRESCER: Como encarar esses surtos causados pela bactéria KPC?

Orlando Jorge: As instituições de saúde e o governo precisam se preocupar, mas a população, não. A transmissão acontece dentro de hospitais, e nem todo mundo que contrair a bactéria que vai ficar gravemente doente. Ao contrário, algumas pessoas podem ser colonizadas (a pessoa contrai a bactéria, mas não desenvolve uma infecção) sem riscos. O problema são os doentes com o sistema de defesa muito debilitado, que podem ficar mais doentes ainda.


C: Como os bebês prematuros? E as mulheres que tiveram bebês?

O.J: Os prematuros, que passam muito tempo na UTI neonatal, têm mais chance de desenvolver uma infecção porque estão debilitados. As grávidas, não. Apesar de haver um risco no parto cesárea, por se tratar de uma cirurgia, ele é muito pequeno, e a mulher vai logo para casa. As grávidas podem ficar tranquilas, então.


C: Como acontece a transmissão?

O.J: Pelo contato. O profissional de saúde que cuidar de um paciente com a bactéria sem luvas, por exemplo, pode contrai-la. Aí ele vai até outro paciente e não higieniza as mãos. O mesmo ocorre com quem vai visitar o paciente e assim por diante. É muito rápido, e não tem como medir o tempo de colonização. Mas é possível pedir exames para confirmar se o doente tem mesmo a bactéria, o que pode levar alguns dias. Quando um caso for notificado, o paciente deve ser isolado e liberado apenas quando estiver bem.


C: Essa bactéria é nova?

O.J: Não. Ela é muito conhecida, principalmente por causar infecção urinária. Mas é responsável também por casos de infecção cirúrgica, de pneumonia. O que determina o lugar onde ela vai ‘atacar’ é a fragilidade. Se o seu rim é o órgão mais frágil, ela vai nele, por exemplo. Isso não acontece em pessoas sadias.


C: Por que elas ganham resistência?

O.J: Pelo uso indiscriminado de antibióticos. Não se deve dar antibiótico sem prescrição médica, e o profissional de saúde precisa ter muita responsabilidade na hora de prescrever também. O uso de forma inadequada é um dos responsáveis pela situação no DF, em SP – hoje apenas duas fórmulas funcionam contra a KCP.

C: Alguns especialistas dizem que todos os doentes deveriam ser trados com antibióticos mais potentes para que não haja casos graves. O senhor concorda?
O.J: Depende. Se você fala de um paciente que apresenta um quadro importante e ele está em um desses hospitais com vários casos da doença, melhor usar o antibiótico potente. Pois esperar pelo resultado do exame pode ser arriscado. Mas se o paciente está em um hospital que não tem nenhum caso notificado e está respondendo bem, não tem por quê usar um medicamento mais forte.

19 de outubro de 2010

Amanhã Pode Ser Tarde

Ontem?... Isso faz tempo!
Amanhã?... Não nos cabe saber...
( E amanhã pode ser muito tarde... )
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama..
Para você dizer que desculpa.
Para você dizer que quer tentar tudo de novo.
Para você pedir perdão: para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!
O seu amor, amanhã, pode ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser necessário;
Porque amanhã pode ser muito... Muito tarde!
Não deixe para amanhã, para dizer:
- Eu amo você! - Estou com saudades de você!
- Perdoe-me! - Desculpe-me!
- Esta flor é para você! - Você está bem!...
Não deixe, para amanhã para perguntar:
- Porque você está triste? - O que há com você?
- Ei! ... Venha cá, vamos conversar... Cadê o seu sorriso?
- Ainda tenho chance?... Já percebeu que eu existo?
- Porque não começamos de novo?
- Estou com você. Sabe que pode contar comigo.
- Cadê os seus sonhos? Onde está sua garra?
Lembre-se!
Amanhã pode ser tarde... Muito tarde!
Amanhã o seu amor pode não ser preciso;
O seu carinho pode não ser necessário;
O seu amor pode ter encontrado outro amor;
O seu presente pode chegar muito tarde;
O seu conhecimento pode não ser recebido com entusiasmo!...
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só o hoje é definitivo! Amanhã pode ser tarde... Muito tarde!

6 de outubro de 2010

Pensamentos

A cada dia penso em uma besteira, mas na maioria delas o temor que tenho por nosso DEUS não permiti que eu a execute, mas como minha alma anseia por esses pensamentos, mas o Espírito Santo de Deus, que creio que habita em mim, me desloca a outra dimensão. Como quero que essa fase passe rápido, já não aguento a briga entre minha alma e meu espírito, minha alma quer se sujeitar as suas próprias vontades, já meu espírito anseia pelo amor e vontade de DEUS...
Senhor me ajude nessa tempestade, pois já não tenho mais forças nem para fazer a minha parte, pois sei que TU já cumpri com o seu cuidado na minha vida.
Muito obrigado Senhor Jesus, e me ajude a não me atirar nas concupiscências da carne...